Institucional
Informe OPSA:







 

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Criado em 2003, o Observatório Político Sul-Americano (OPSA) é um núcleo de referência destinado à análise, ao monitoramento e ao registro de eventos políticos nos planos doméstico e internacional dos países sul-americanos. Suas atividades principais envolvem a coleta e sistematização de informações sobre os processos políticos dos países do subcontinente, bem como a elaboração de análises pontuais sobre aspectos e problemas das conjunturas doméstica e internacional da área. Seus objetivos são a difusão de análises e informações sobre a América do Sul, de modo a produzir um olhar próprio sobre a região; a formação de redes de especialistas na área; e o treinamento em pesquisa de estudantes de graduação e pós-graduação.

Busca-se, em primeiro lugar, constituir uma inteligência especializada nas questões políticas sul-americanas tendo em vista a importância da região para o Brasil; e, em segundo lugar, influenciar a esfera pública a fim de estimular um debate de alto nível sobre a região e ocupar espaço no debate político mais amplo sobre a política sul-americana do Brasil. Neste particular, o OPSA tem buscado estabelecer vínculos de cooperação com pesquisadores seniores e juniores no Brasil e demais países da região com vistas a formar uma rede de especialistas sobre América do Sul. Também buscamos ampliar a presença e difusão da produção do OPSA em seminários no Brasil e no exterior, bem como na mídia em geral.

A região sul-americana pode ser vista quer como uma unidade analítica quer como um espaço de experimentação política. Os países da área comportam semelhanças econômicas, políticas e culturais, resultado de uma trajetória de desenvolvimento semelhante. Por outro lado, diferenciam-se em uma série de instituições e processos resultantes das adaptações locais a fatores sistêmicos e históricos comuns. Essa composição de elementos comuns e diferentes, das dinâmicas e instituições domésticas, permite considerar a região como um espaço analítico no qual é possível estudar a variação de uma série de fenômenos políticos entre países, mantendo-se constantes os fatores em que são semelhantes. Como unidade política, a região diferencia-se de outras na periferia do mundo capitalista por sua localização geográfica, na área de influência imediata dos Estados Unidos, inserção internacional como Estados independentes já no século XIX, e afinidades econômicas, políticas e culturais com o mundo ocidental.

Contudo, só bem mais recentemente, em função do fim dos regimes autoritários e da criação de arranjos regionais de cooperação – como o Mercosul, a Unsaul e a Alba –, a região passou a atuar como um ator político na cena internacional, superando entraves anteriores para a ação coletiva conjunta, como, por exemplo, o legado de um passado colonial e a longa permanência de um modelo de desenvolvimento voltado para dentro. Neste novo contexto, em que a região destaca-se como um ator regional na política mundial, é crucial que se disponha de conhecimento acumulado sobre a política interna e externa dos respectivos países, ainda mais tendo em vista o conjunto considerável de desafios que incluem não apenas o crescimento econômico, mas também a inclusão social e a consolidação de suas instituições políticas. Assim sendo, a criação do OPSA preencheu, na sua origem, uma carência do contexto universitário brasileiro e de pesquisa no que se refere a estudos sobre a sociedade e a política da América do Sul.

O OPSA estabeleceu um modelo de operação a partir do qual as informações primárias coletadas e sistematizadas, que vão alimentar os bancos de dados, passam por um processo inicial de transformação e valorização, na forma da confecção de indicadores políticos, e constituem a matéria prima para a elaboração dos produtos do Observatório. Tal sistemática permite que o OPSA atenda uma demanda muito diversificada que inclui não apenas as universidades e os centros de pesquisa, mas também jornalistas, lideranças políticas e sociais, diplomatas, empresários, especialistas e profissionais em ramos de atividade diversos.

Hoje, o Observatório conta com uma mailing list de mais de 1300 nomes entre pesquisadores, professores, jornalistas, empresários, congressistas, sindicalistas, representantes de movimentos sociais e organizações do terceiro setor, funcionários da administração direta e indireta. O acesso à pagina do OPSA tem girado em torno de mais de 5.000 consultas nos dois últimos semestres, originadas em cerca de 47 países.